Faris Michaele

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Considerado um paradigma da cultura princesina, o Prof. Faris Antonio Salomão Michaele, reconhecido em todo o Brasil, na América e na Europa foi o maior dos intelectuais princesinos de todos os tempos.

Bibliografia

1940 – Ensaios contemporâneos, Curitiba. (Ciência e filosofia).

1943 – Titãs de bronze, Curitiba. (Ritmos da América)

1951 – Manual de conversação da língua tupi, Ponta Grossa.

1953 – Brazil, an ethnic Hodge-Podge in Latin America (poesia).

1961 – Breve introdução à antropologia física, Curitiba.

1967 – Dicionário cultural da língua portuguesa, Curitiba. (colaborador)

1968 – Arabismos entre os africanos da Bahia, Curitiba.

1969 – História do Paraná, Curitiba. (colaborador)

1969 – Titãs de bronze. 2. ed. Ponta Grossa.

1973 – Tupi e grego, Ponta Grossa.

1975 – Biografia de Vila Velha, Ponta Grossa.

1976 – Gauchismos do Prata e gauchismos do Brasil, Ponta Grossa.

1979 – O direito entre os índios do Brasil, Ponta Grossa.

1983 – Cepa esquecida, Ponta Grossa (Edição póstuma).

Fonte: FARIS Michaele: paradigma da cultura princesina. Jornal da Manhã, Ponta Grossa, 4 de jul. de 1984. Ed. Especial.

Quem foi e qual a sua obra?

Ponta Grossa deve-lhe a criação de entidades importantes como o Centro Cultural Euclides da Cunha, o Instituto Histórico e Geográfico de Ponta Grossa, o Museu Campos Gerais e as Faculdades de Filosofia, Odontologia, Farmácia e Direito, as quais deram origem a atual Universidade Estadual de Ponta Grossa.

A obra e ação de MICHAELE projetaram o nome de Ponta Grossa mundialmente. Faris Michaele, é considerado um cientista autêntico, grande filósofo poliglota, notável antropólogo e etnólogo e extraordinário ensaista.

Desenvolveu muitas atividades, no decorrer de sua vida, ligadas a cultura.

Biografia

Nome: FARIS ANTONIO SALOMÃO MICHAELE

1911 – Nasce aos 3 dias do mês de setembro, em Mococa – SP, o menino Faris Michaele, filho de Antonio Salomão e Rada Jorge, libaneses que imigraram para o Brasil em 1905.

1914 – A família Salomão mudou-se para Ponta Grossa.

1927 – Ingressou na primeira turma de alunos do Colégio Regente Feijó, onde fundou o “Grêmio Literário Visconde de Taunay” e a biblioteca e o órgão do mesmo “O Fanal”.

1931 – Colou grau no Colégio Regente Feijó

1936 – Tornou-se bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais na Faculdade de Direito da Universidade do Paraná.

1937 – Abriu um escritório de advocacia, associado a um amigo.

1938 – Começou a lecionar no Ginásio Regente Feijó, ministrando aulas de Português e Inglês.

1944 – Aos 4 dias do mês de julho fundou o Centro Cultural Interamericano, do qual foi o primeiro presidente.

1947 – Aos 10 dias do mês de maio participou da Fundação da União Cultural Libanesa como o sócio fundador no.1.

1947 – Aos 4 dias do mês de outubro fundou o Centro Cultural Euclides da Cunha, do qual foi eleito Presidente Perpétuo.

1950 – Aos 15 dias do mês de setembro fundou o Museu Campos Gerais, filiado ao Centro Cultural Euclides da Cunha.

1950 – Integrou a Congregação da Faculdade de Filosofia.

1950 a 1971 – Lecionou Antropologia, Etnografia, Etnografia do Brasil, Língua e Literatura Espanhola, Língua Portuguesa, Literaturas Hispano- Americanas e Língua Inglesa na Faculdade de Filosofia

1951 – Criou o jornal de Cultura chamado “O Tapejara.”

1957 – Fundou o Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico de Ponta Grossa.

1957 – Foi nomeado regente da Cadeira de Introdução à Ciência do Direito.

1958 – Aos vinte dias do mês de maio, casou-se com D. Amélia Oberg – (Dona Amelinha).

1963 a 1966 – Foi o primeiro chefe do Departamento de Letras da Faculdade de Filosofia.