Jornalismo

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O Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (PPGJor) teve início em 2013, com o mestrado, sendo o primeiro da área no Paraná e o segundo no país. Sua área de concentração é Processos Jornalísticos, e recebe conceito 3 pela Capes. O objetivo do programa é capacitar recursos humanos para a docência e pesquisa em Jornalismo, oferecer resposta às demandas regionais por qualificação, produzir conhecimento e integração entre ensino e pesquisa.

O PPGJor tem seis grupos de pesquisa, que se reúnem quinzenalmente para discussões. São eles: Lógicas de Produção e Consumo no Jornalismo, Mídias Digitais, Jornalismo, Conhecimento e Profissionalização, Jornalismo e Gênero, Jornalismo Cultural e Folkcomunicação e Jornalismo e Política: representações e atores sociais. Além dos professores e alunos do mestrado, integram os grupos professores da graduação, estudantes de Iniciação Científica e que estão produzindo monografia (Trabalho de Conclusão de Curso). No grupo de pesquisa em Jornalismo e Gênero, também participam bolsistas de Iniciação Científica Júnior, que são estudantes do Ensino Médio.

A participação dos graduandos nos grupos de pesquisa é uma atividade do programa que merece destaque. Seu contato com os mestrandos fortalece a iniciação científica e incentiva o ingresso na pós-graduação. O PPGJor busca uma relação mais forte com os projetos extensionistas desenvolvidos pela graduação, através de pesquisas que buscam analisá-los de alguma forma, e pela participação dos mesmos estudantes na extensão e pesquisa.

O programa é responsável por duas publicações semestrais: a revista Pauta Geral – Estudos em Jornalismo, primeira voltada exclusivamente para a área, e a Revista Internacional de Folkcomunicação (RIF), editada desde 2004 pelo departamento de Jornalismo da UEPG. Já a revista História da Mídia, editada em outras universidades brasileiras, é finalizada e publicada pelo PPGJor. Outro destaque é a publicação de livros periodicamente, a maioria em formato e-book, com o selo EdJor, criado pelo programa. O formato foi escolhido por sua maior viabilidade e rapidez, bem como menor custo.

O corpo docente do PPGJor é de nove professores, sendo oito do departamento de Jornalismo e um do departamento de Educação. O número é o mínimo exigido pela Capes, porém a expectativa é que três professores sejam contratados nos próximos meses. O corpo discente é de atualmente 20 estudantes, sendo seis bolsistas. Estes contribuem para a organização de eventos, publicações, entre outras demandas do programa. O PPGJor também recebe um pós-doutorando a cada ano.

“O programa é responsável por duas publicações semestrais (…) Outro destaque é a publicação de livros periodicamente,  a maioria em formato e-book, com o selo EdJor”

O programa ainda não recebe professores visitantes oficialmente, por ausência de edital específico. Porém algumas parcerias foram estabelecidas com universidades e pesquisadores do Brasil e de outros países. De 2013 a 2016, o programa teve participação de um professor da Colômbia e uma professora da UFSC, que não continuaram devido a cortes e escolhas próprias. Alguns docentesvêm ao programa atualmente para ministrar palestras e cursos. Em relação a intercâmbios, até o momento um estudante foi para a Colômbia e outro para a Argentina.Segundo a coordenadora do PPGJor, Karina Janz Woitowicz, o recente estabelecimento do Fórum Paranaense de Programas de Pós-Graduação em Comunicação deve contribuir para o avanço na internacionalização e nos contatos nacionais, tendo em vista que o Fórum é uma rede que integra diversos programas e tem por objetivo estabelecer e fortalecer conexões.

Os professores do PPGJor ministram cursos e palestras e participam de eventos regularmente, bem como integram redes nacionais e internacionais de jornalismo e grandes projetos de pesquisa e investigação. Alguns exemplos de projetos em rede, com outros pesquisadores e instituições do Brasil e de outros países, são levantamentos sobre mídias digitais, perfil dos jornalistas e sobre a cobertura jornalística durante a ditadura militar.

Diversos eventos são organizados anualmente ou a cada dois anos pelo programa, e outros ganharam mais força com o surgimento do mestrado. Dois destaques são o Seminário de Inverno e o Encontro Paranaense de Pesquisa em Jornalismo, EPPJ, antes responsabilidade do Departamento de Jornalismo. Outra responsabilidade do programa é o Seminário Jornalismo e Convergência. São organizados eventos interdisciplinares, como o Colóquio Mulher e Sociedade e o Diálogo Jornalismo, História e Literatura, realizados em parceria com outros departamentos da UEPG. Segundo a coordenadora, o PPGJor tem uma agenda regular de eventos que possibilita a circulação das pesquisas desenvolvidas no programa, na graduação e até mesmo em outras instituições.

O número reduzido de docentes é o principal obstáculo para o crescimento do programa. Aumentá-lo é essencial para ofertar mais vagas e ampliar as atividades. Para Karina, o fortalecimento interno do mestrado deve dar mais destaque e reconhecimento a ele. Outro objetivo é estabelecer, de forma concreta, a internacionalização do PPGJor. Para isso, esperam levar mais professores para fazer pós-doutorado no exterior, pelo menos um ao ano (o que teve início em 2017) e assim obter mais parcerias internacionais. Também esperam receber e enviar pesquisadores para outros países como visitantes.

O processo de seleção do programa é anual, composto por análise do projeto, prova escrita e defesa do projeto. São 15 vagas, devido ao número reduzido de docentes, mas seu preenchimento depende da aprovação dos candidatos. Segundo a coordenadora, candidatos têm vindo de outras regiões do país, não apenas do Paraná e cidades vizinhas. Ela acredita que a participação de pessoas vindas de lugares distintos é muito vantajoso ao programa, devido à troca de experiências.

Linhas de Pesquisa

Processos de Produção Jornalística

Contempla projetos de investigação sobre aspectos e situações dos processos de produção jornalística, tais como seleção de pauta, apuração, fontes, lógicas, rotinas, estratégias, veículos, público-alvo e demais dispositivos de articulação editorial, próprios e específicos de organizações profissionais da área (sejam empresariais ou de grupos com demandas emergentes).

Processos Jornalísticos e Práticas Sociais

Envolve estudos e reflexões conceituais em torno das relações do jornalismo com outras práticas e representações, como cultura e política, e os respectivos impactos nas mediações sociais e debates públicos. As pesquisas desta linha tematizam as interfaces do jornalismo, no tocante às disputas eleitorais, manifestações culturais, políticas públicas, práticas de cidadania e articulações com formatos discursivos de grupos e movimentos sociais.

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