História do Curso

Esta é uma página reservada para valorização de nosso curso de Letras.  Ele tem uma bela história, uma tradição de 55 anos; um orgulho para todos nós da comunidade acadêmica e também dos Campos Gerais. Por isso, a proposta aqui é valorizar essa história com vistas a uma projeção e valorização ainda maior de nosso curso.

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HISTÓRICO DO CURSO DE LETRAS

O Curso de Letras, sob a denominação de Bacharelado em Letras Neolatinas, foi criado concomitantemente com os cursos de Bacharelado em Geografia e História e Bacharelado em Matemática, como componentes da Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de Ponta Grossa, através do Decreto no. 8.837, de 08 de novembro de 1949, assinado pelo então Governador do Estado Moisés Lupion. A instalação oficial da Faculdade e de seus cursos deu-se em sessão solene levada a efeito no salão nobre do Colégio Estadual Regente Feijó, com a presença de vinte e uma personalidades da comunidade pontagrossense.

A primeira turma de dezoito (18) Bacharéis, constituída de dez (10) mulheres e oito (8) homens, foi graduada em 13 de dezembro de 1952, no Cine Teatro Ópera. Desses 18, nove (9) mulheres e sete (7) homens, em 10 de março de 1954, já no Salão Nobre das Faculdades, atual grande Auditório do Bloco A do campus central, receberam o grau de Licenciados por terem concluído o curso de Didática, correspondente à atual Licenciatura.

O Departamento de Letras foi criado em 1963, muito embora o Curso de Letras tenha sido fundado em 1949 com a instalação da primeira instituição de ensino superior em Ponta Grossa: a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras. Em 1993, ocorreu o desmembramento do histórico Departamento de Letras em Departamento de Letras Vernáculas (DEEL) e Departamento de Línguas Estrangeiras Modernas (DELIN).

Além da Revista UniLetras, o Programa de Mestrado em Estudos da Linguagem edita a Revista Muitas Vozes, atualmente  B2 na classificação do Qualis.

A  Muitas Vozes é uma publicação semestral do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem e tem como proposta promover reflexões sobre questões de linguagem em suas múltiplas manifestações, divulgando resultados de pesquisas da área de Letras e Linguística, separadamente ou em interseção com áreas afins.

A  revista aceita colaborações vinculadas à seção Dossiê de cada número de acordo com os temas divulgados no início do ano. Os textos dirigidos às demais seções – Artigos de temática livre, Resenhas e Documentos  – são recebidos em fluxo contínuo.

A seção Documentos inclui ensaios acadêmicos, debate,  entrevistas etc. São aceitos trabalhos de alunos de graduação, de graduados e de mestrandos, desde que em coautoria com o orientador doutor.

Muito embora o Centro de Publicações da UEPG somente tenha sido criado em janeiro de 1992, o Departamento de Letras Vernáculas é pioneiro na criação e na valorização de um espaço de divulgação da produção científica com a publicação ininterrupta da revista UniLetras.

A UniLetras foi criada em 1979, com periodicidade anual, e, atualmente é Qualis B2.  A Revista tem por objetivo disseminar a produção científica e cultural na área de Letras (Lingüística, Filologia e Literatura) dos integrantes do respectivo departamento, aceitando também trabalhos de outras instituições de ensino, bem como, eventualmente, trabalhos de áreas afins (História, Filosofia, Educação). Sua circulação se dá em âmbito nacional e internacional.

Em 2010, teve início o Programa de Mestrado em Linguagem, Identidade e Subjetividade, hoje, denominado Mestrado em Estudos da Linguagem. Recomendado pela CAPES em 2009, com Conceito 3. O Programa de mestrado concentra-se na área de Linguagem, Identidade e Subjetividade e tem como objetivos formar pessoal qualificado para exercício das atividades profissionais de ensino e pesquisa em estudos da linguagem, propiciar reflexões sobre questões relacionadas a esse ensino e formação de professores de línguas, além de desenvolver pesquisas e estudar as identidades periféricas e suas expressões nas literaturas de língua Portuguesa e línguas estrangeiras.

Em 01 de Janeiro de 2015, após alguns anos de reflexão coletiva entre os docentes, os departamentos de Letras Vernáculas (DEEL) e Línguas Estrangeiras (DELIN) passam a compor um único Departamento: O Departamento de Estudos da Linguagem-DEEL.

Essa junção ocorreu simultaneamente à implementação dos novos Projetos Pedagógicos dos Cursos de Licenciaturas em Letras Português/Língua Estrangeira (PPC).  Esses Projetos de Curso comprometem-se com a formação inicial de professores para a área de língua portuguesa,  literaturas em língua portuguesa, línguas estrangeiras (espanhol, francês e inglês) e respectivas literaturas estrangeiras.

A nova proposta curricular foi delineada com base na integração das áreas de conhecimento e abalizada em quatro palavras-chave: leitura, escrita, oralidade e ensino.

Nesse contexto, a área de estágio passa a ser uma das responsabilidades desse novo departamento.

A realocação da disciplina de Estágio Supervisionado de Língua Portuguesa/Língua Estrangeira e Literaturas no DEEL tem por objetivo efetivar uma aproximação e uma construção conjunta de conhecimentos e projetos entre professores de línguas e literaturas. Essa aproximação é fundamental para a formação de um licenciando na perspectiva do professor pesquisador em que ensino, pesquisa e extensão estabelecem um diálogo para além das fronteiras do espaço universitário.

Nessa perspectiva, o espaço universitário passa a ser fundamental para a construção da identidade docente dos futuros docentes, uma vez que, na direção assumida a universidade deve garantir o acesso aos conhecimentos historicamente acumulados pela humanidade, no intuito de que, no processo da relação do aluno com o saber, ele se constitua criticamente e seja capaz de atuar ética e politicamente nas transformações da sociedade em que está inserido.

Assim, à universidade cabe o papel de formar o aluno para essa nova situação e criar meios de conscientizá-lo de que suas ações podem gerir mudanças, transformações significativas não só em seu entorno, mas também em um contexto global. À universidade cabe problematizar a realidade facilitando aos alunos a reflexão e o posicionamento crítico, uma vez que serão formados para o exercício de uma profissão. Mais do que isso, devem ser formados para serem cidadãos mundiais.

Portanto, compreendemos que uma das funções da universidade é ser um espaço de formação no qual se prioriza a aprendizagem pautada na relação do aluno com o mundo. Extrapola-se, assim, a dimensão da sala de aula e se avança em direção a outros domínios envolvidos no espaço universitário: o da pesquisa e da extensão.

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